É do conhecimento público que Pina Bausch tem um modo peculiar de criar os seus espectáculos. Todos sabemos também que é uma das maiores coreógrafas do nosso tempo. Fascina-me o facto de todos os seus trabalhos, alguns criados há mais de duas décadas, continuarem a ser tão actuais, tão pertinentes.
Penso que esta característica se deve ao facto da criadora se centrar e criar a partir dos corpos dos seus bailarinos, das suas emoções, idiossincrasias, sensações, emoções e histórias pessoais, no fundo de pessoas. O que aliás acontece com todas as obras que tratam da dimensão humana, dos problemas dos homens, como são exemplo as tragédias gregas, ainda tão actuais nos nossos dias.
Esse, parece-me, é o grande segredo de Pina Bausch e do seu trabalho tão sério, tão sólido e intenso. Tudo aquilo que vemos está sustentado por um mundo invisível, por uma trama de acontecimentos e de memórias, enriquecido pelas diferenças culturais e físicas da matéria-prima (leia-se intérpretes), que lhe imprimem uma carga absolutamente genuína, tanto na criação como na interpretação. São talvez estas assimetrias e realidade múltiplas que intensificam a força com que os espectáculos de Pina Bausch nos chegam a nós espectadores, e concorrem sem sombra para dúvidas para a verdade e força de cada uma das suas criações.
A este facto junta-se o intenso processo de escuta feito pela coreógrafa durante as improvisações (a base das suas criações) e a magistral combinação durante o processo de composição, numa cirúrgica gerência de contextos, imagens e energias.
Penso que outro dos aspectos fundamentais dos espectáculos do Wuppertal Tanzteatre, e que os faz serem tão globais e totais mas por outro lado estarem tão perto do espectador e poderem tornar-se tão íntimos, é a forma iconoclasta com que Pina Bausch faz uso dos clichés e das imagens (visuais ou sonoras), de modo a expor as situações, e ir ao mais fundo de cada questão.
E se é verdade que uma representação nunca pode ser tomada como verdade absoluta acerca do que é representado, mas apenas como uma visão subjectiva, também é verdade que por vezes nos esquecemos deste facto quando estamos perante um espectáculo desta coreógrafa. Talvez por nascer de uma inquietação pessoal tão forte, talvez por constituir um enorme risco ou por ser absolutamente vital, também nós o tomamos como tal para nós próprios.
Por mais que tenhamos assistido a todos os trabalhos desta companhia, e nunca se vai preparado para um espectáculo de Pina Bausch, somos rapidamente desarmados e constantemente apanhados no meio do turbilhão de imagens e sensações demasiado íntimas e honestas.
É por tudo isto que Pina Bausch não se esgota e continua a criar. É por tudo isto que continuamos a querer ver e sempre como a mesma enorme curiosidade e sentimento de prazer.
Penso que esta característica se deve ao facto da criadora se centrar e criar a partir dos corpos dos seus bailarinos, das suas emoções, idiossincrasias, sensações, emoções e histórias pessoais, no fundo de pessoas. O que aliás acontece com todas as obras que tratam da dimensão humana, dos problemas dos homens, como são exemplo as tragédias gregas, ainda tão actuais nos nossos dias.
Esse, parece-me, é o grande segredo de Pina Bausch e do seu trabalho tão sério, tão sólido e intenso. Tudo aquilo que vemos está sustentado por um mundo invisível, por uma trama de acontecimentos e de memórias, enriquecido pelas diferenças culturais e físicas da matéria-prima (leia-se intérpretes), que lhe imprimem uma carga absolutamente genuína, tanto na criação como na interpretação. São talvez estas assimetrias e realidade múltiplas que intensificam a força com que os espectáculos de Pina Bausch nos chegam a nós espectadores, e concorrem sem sombra para dúvidas para a verdade e força de cada uma das suas criações.
A este facto junta-se o intenso processo de escuta feito pela coreógrafa durante as improvisações (a base das suas criações) e a magistral combinação durante o processo de composição, numa cirúrgica gerência de contextos, imagens e energias.
Penso que outro dos aspectos fundamentais dos espectáculos do Wuppertal Tanzteatre, e que os faz serem tão globais e totais mas por outro lado estarem tão perto do espectador e poderem tornar-se tão íntimos, é a forma iconoclasta com que Pina Bausch faz uso dos clichés e das imagens (visuais ou sonoras), de modo a expor as situações, e ir ao mais fundo de cada questão.
E se é verdade que uma representação nunca pode ser tomada como verdade absoluta acerca do que é representado, mas apenas como uma visão subjectiva, também é verdade que por vezes nos esquecemos deste facto quando estamos perante um espectáculo desta coreógrafa. Talvez por nascer de uma inquietação pessoal tão forte, talvez por constituir um enorme risco ou por ser absolutamente vital, também nós o tomamos como tal para nós próprios.
Por mais que tenhamos assistido a todos os trabalhos desta companhia, e nunca se vai preparado para um espectáculo de Pina Bausch, somos rapidamente desarmados e constantemente apanhados no meio do turbilhão de imagens e sensações demasiado íntimas e honestas.
É por tudo isto que Pina Bausch não se esgota e continua a criar. É por tudo isto que continuamos a querer ver e sempre como a mesma enorme curiosidade e sentimento de prazer.


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